“Divertida Mente” uma animação que cabe na vida adulta

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Como este mês é resevardo para reflectirmos  sobre a saúde masculina, resolvemos trazer uma animação alinhada a esta refexão

Com roteiro interessante e a riqueza gráfica e cheia de detalhes já conhecida da Pixar, é uma história sobre o que se passa dentro da cabeça de Riley, uma menina de 11 anos. A garota basicamente se divide em cinco emoções básicas: Alegria, Tristeza, Raiva, Nojinho e Medo. Cada uma equivale a um personagem, caracterizado por cores e comportamentos – a Raiva explode com facilidade, a Alegria é eufórica, a Tristeza é baixo-astral, Nojinho é fresquinha e o Medo tenta fugir de tudo.

O diretor do longa, Pete Docter, chegou a afirmar que os personagens são baseados nas seis emoções universais propostas pelo psicólogo norte-americano Paul Ekman. A versão final do filme traz apenas cinco, já que a Surpresa foi descartada por sua “redundância” em relação ao Medo, segundo Docter.

Após uma apresentação individualizada, logo percebemos que as emoções se embaralham na cabeça de Riley, mesclando, em medidas nada definidas, a Raiva com a Alegria, o Nojinho com o Medo e outras combinações possíveis.

A Tristeza, porém, é vetada com frequência, principalmente quando se aproxima das memórias-base da garota. Ela é considerada, pelas demais emoções, um elemento que contamina. O curioso é que, por mais que seja repelida, é a Tristeza a representação gráfica mais adorável e carismática:

Essas emoções são apresentadas durante um recorte da vida de Riley, mais precisamente quando ela é obrigada a se mudar de Minnesota para São Francisco com os pais. O que parecia empolgante pela novidade começa a se descontruir em problemas – simultaneamente, as emoções de Riley saem do controle e suas ilhas de personalidade, armazenadoras de memórias e definidas como Família, Amizade, Honestidade, Bobeira e Esporte, começam a desmoronar.

A tentativa de impedir o “reinado” da Tristeza faz a Alegria colocar em risco as memórias de Riley, deixando-as escapar por locais não visitados da mente da garota. Esse embate entre o triste e o alegre de cada um de nós não é novidade, mas há uma pressão social para que não se reconheça o valor da tristeza, pondera Karin de Paula, psicanalista e doutora em Processos de Singularização pela PUC-SP.

A personagem Riley, depois de atravessada pelo desconhecimento de suas emoções, tem seu sofrimento nomeado apenas quando a Tristeza contamina suas lembranças e joga luz sobre a saudade que ela está sentido de Minnesota e sobre a frustração com os pais por causa da mudança, entre outras antíteses à Alegria. Em um paralelo com vidas reais, tais reações podem encontrar identificação com algumas pessoas, mas não chegam a ser universais porque cada um tem uma vivência única.

Veja mais detalhes no LINK abaixo:

 

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