FAT JEWISH e seu tamanho no mundo!

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John Ostrovsky, The Fat Jew ( “O Judeu Gordo”), é a sua própria criação imaginativa e para muitos conhecedores de cultura pop e redes sociais, ele é  o primeiro modelo  masculino plus size  do nosso tempo. Sendo uma figua que vive a actualidade , ele partilha uma mensagem de afirmação e de auto realização. Entre momentos de  diverssão e trabalho intensos, serve também inadvertidamente como inspiração para o positivismo da imagem corporal e para nos mantermos verdadeiros a nós próprios. Tirando tempo da sua agenda ocupada de promoção das suas novas iniciativas empresariais, conversou com Divo, revelando o seu sentido de humor, verdade interior ,  curiosidade e entusiasmo infindáveis. Conquistou-nos com o “olá” e a sua postura descontraída, inconfundível carisma e o seu visual athleisure da cabeça aos pés,  exibindo orgulhosamente o logo da ONG de saúde e planeamento familiar  Planned Parenthood  

 

No seu trabalho mostra muita pele. Foi sempre assim tão confiante quanto a partilhar o físico com o mundo? 

Sim, Quero que os homens de porte grande sintam que devem mostrar o corpo. Se o tens, deves exibi-lo. Se vais ao ginásio muitas vezes e tens todo esse tempo para fazer exercício, provavelmente não tens assim tantos amigos. Desleixares-te e ficares com aspeto mediocre é lindo. Então sempre achei que devo mostrar-me e penso que todos devem fazer o mesmo. 

 

O que achas de Kate Moss dizer “não há nada que tenha melhor sabor do que o sentir-se magro”? 

Acho que ela nunca deverá ter bebido molho do perú, porque é mesmo delicioso. Sei que o molho não é para ser bebido – é para se deitar em cima do perú – mas aquilo é mesmo bom, sabes. Aquilo sabe melhor do que sentir-me magro. 

 

Como começaste a tua carreira de modelo? Era uma ambição quando eras jovem? 

Não necessariamente como profissão, mas vi todas aquelas mulheres com curvas que estavam a arrasar na cena. Toda a gente tinha muito bom aspecto, cheias de orgulho do seu corpo e eu pensava, o que se passa com os rapazes grandes com corpo de Shrek? Alguém precisa de representar estes homens mais encorpados. Consegui chamar alguma atenção para isso e penso que algumas pessoas se sentiram inspiradas com isso. Recebo mensagens no Instagram dizendo, “obrigado por me fazeres sentir bem com o meu corpo”. Não queres ser tão gigante e gordo que prejudique a saúde, que tenhas que deslocar-te sentado numa cadeira motorizada, mas simplesmente orgulha-te do facto de seres corpulento. Trabalha o assunto, foda-se. Ser modelo não era uma ambição, mas parece-me que inspirei algumas outras pessoas, por isso valeu realmente a pena. 

 

Depilado ou natural? 

 Natural. Acho o aspecto depilado  nojento. No outro dia um amigo mostrou-me as bilhas. Estavam lisas como 2 ovos. Achei aquilo esquisito. Mantenho as minhas bem naturais. 

 

És modelo, artista musical e também jornaiista. Como é que isso informa a maneira como selecionas os novos projetos? 

 Nesta altura, tento fazer coisas fixes com os meus amigos. Tenho pessoas que apoiam o que quero fazer. Quando arranjas o dinheiro, podes voltar ao que gostas de fazer – ocupas-te de cenas fixes e doidas com os teus amigos. Não ando a fazer nada que não queira fazer. Tens que trabalhar duro e passar por merdas horríveis para garantir que consegues os fundos para as coisas. Mas uma vez tendo o dinheiro, faz umas merdas grandes, fixes, doidas com os teus amigos. 

 

Onde vais buscar a inspiracão para as tuas reflexões nas redes sociais? 

 Eu gosto imenso da internet. Há lá tanta coisa maluca, tantas pessoas doidas, fodidas de malucas. Sinto-me constantemente inspirado por elas. Estou sempre a encontrar novidades e a conhecer muita gente na net. Gosto de algum perigo. Se encontrar alguém esquisito – como alguns adolescentes goth de Portugal – e vêm para Nova Iorque, vou encontrar-me com eles. Especialmente o Instagram tem-me permitido encontrar as pessoas mais doidas, estranhas e bonitas, foda-se. Vir a conhecê-las inspira-me constantemente. 

 

O teu sentido de humor é arrojado. A tua abordagem é  bastante frontal. Hoje em dia é difícil perceber o que pode ofender. O que aconselharias a pessoas que usam humor na sua profissão? 

 Se vais fazer pouco das pessoas, assegura-te que o fazes da mesma forma para todos. Certifica-te de que ofendes todos por igual. Ou não ofendes ninguém, ou ofendes todo mundo. Assim todos se sentem incluídos no humor. Penso que as pessoas aceitam que goze com elas, porque sabem que primeiro que tudo e acima de tudo, vou gozar comigo mesmo. Estou constantemente a falar de como tenho um pénis pequeno, sabes, o meu pénis parece uma rolha de champanhe … sabem que primeiro faço pouco de mim mesmo e depois querem que faça pouco delas. E entao faço pouco de toda a gente … para todos se sentirem incluídos. Tens que dizer merda de todos. 

Estudaste jornalismo na SUNY Albany. O jornalismo continua a ter interesse para ti? 

Não tanto o jornalismo, mas escrevo muito. Escrevi um livro há 2 anos chamado Money Pizza Respect que vendeu bastante bem. Na realidade, atravessei o país todo e fui a 300 clubes de strip diferentes e faço apreciação daquela comida toda. Estes clubes têm todas estas diferentes comidas que são servidas; têm uns menus malucos. Então, pus-me na estrada com um crítico de comida profissional, alguém que leva a comida a sério. Fomos a quase 300 clubes e experimentámos toda a comida e isso resultou num livro. Tento sempre manter-me a escrever. Não tenho tanto tempo como tinha antes, mas espero que as pessoas encontrem o livro dos clubes strip. 

 

Se te imaginasses num outro universo, quem serias tu? 

Acho que talvez tenha nascido no corpo errado… não sei … pergunta difícil! 

 

Algum prazer secreto na tua playlist? 

Falando de ter nascido no corpo errado, tenho o gosto musical de uma rapariga de 16 anos espevitada, foda-se. A minha cena toda é Miley Cirus, Taylor Swift, Ariana Grande, é fodido, tanto Harry Styles … pareço uma menina de 14 anos com uma gansa de açucar e a dormir fora de casa. Gosto muito disso. Ou estou a ouvir isso, ou ouço black metal norueguês. Quero que seja mesmo, mesmo violento e extremo, como algum death metal alemão, ou quero que seja Taylor Swift. Nada de intermédio. 

 

Na revista Divo, gostamos de salientar figuras exemplares masculinas positivas. Quem foi para ti uma figura exemplar masculina positiva e como afectou a tua vida? 

 Diria que foi o The Rock, esse tipo é muito bom, foda-se. Ele é tão bom para os fãs e aprecia realmente as pessoas. Ele faz o que eu faço com a internet duma forma diferente. Conheço uma série de adolescentes black metal que querem fazer merdas malucas comigo e ele também se encontra com pessoas da net. Ele tem uma vida verdadeira e também se encontra com fãs da internet. Está constantemente a comunicar e a inspirar  as pessoas. Esse gajo é mesmo, mesmo bom. 

 

Como te apercebeste que o teu trabalho toca a  tanta gente, como é que isso muda a forma como trabalhas? 

 Não muda. Apenas me diz para continuar. Há miudos que me mandam e-mails  e minha intenção nunca foi isto vir a ser assim ,  mas há miudos que mandam emails e dizem, “sabes, vivo na merda do Iowa, ou Nebraska, e sou o único Judeu da escola, obrigado por virares o ser-se Judeu numa coisa fixe.” Estava só a tentar ser ridículo e fazer umas merdas doidas e divertir-me. Nunca me ocorreu que alguém iria ser ajudado com isso. Portanto, isto apenas me indica para continuar e insistir no que faço. Se aquilo que estou a fazer está a ajudar alguém de alguma forma, tá-se bem, foda-se, é bom. 

 

O debate  sobre  a“apropriação” tem sido o assunto do momento. No teu trabalho fazes paródia ou homenageias differentes referências. Como lidas com esta época em que as pessoas muitas vezes não percebem o que é homenagem e o que constitui “apropriação”? 

 As pessoas só precisam de descontrair, francamente. As pessoas estão sempre  todos tão zangados na internet hoje em dia porquê?  As pessoas estão apenas curiosas … e arte é isso. Todos os dias há pessoas que se apropriam das minhas merdas. Não importa. Tudo isso faz parte dessa gigantesca comunidade da internet. Estamos todos a divertir-nos. As pessoas deveriam mas é fumar um charro. 

 

E quanto à tua paixo por fazer vinho? De onde veio? 

De início foi porque sempre gostei de vinho, mas o vinho é fodido de tão sério. Toda a gente se põe a rodá-lo, e a cheirá-lo. Foi por isso que me apaixonei pelo rosé, o primo aguado do vinho. O rosé não é levado tão a sério. Não importa. Desde que esteja  fresco  e que saiba bastante bem … sempre quis pô-lo em latas. Quero fazer barris metálicos de rosé. Quero que as festas de vinho sejam doidas.  Banheiras e jacúzis  cheios de rosé. O vinho deve ser divertido. Se quiseres ser sério quanto ao vinho, falar das notas de couro e alperce, qual a vinha de Portugal de onde vem, tudo isso parece-me bem, mas também quero que o vinho seja divertido. Faz-te embebedar e o sabor é mesmo bom. Foi assim que me apaixonei por ele. Ninguém está a divertir festas  com vinho. Por isso fazemos festas malucas. Somos o rosé em lata mais vendido nos EUA. As pessoas estão a interagir com o vinho de forma diferente. Estão mesmo a enlouquecer. Estão a tomar más decisões, a engravidar-se uns aos outros. Coisas asssim. Quis apenas assegurar que havia umas coisas de vinho divertidas. Algumas pessoas que gostam de vinho mas não gostam da cultura do vinho. 

 

Entre todos os produtos na tua linha de bebidas, qual achas que foi o teu maior sucesso? 

 A lata de rosé. Havia alguns vinhos em lata, mas nunca ninguém o tinha colocado numa lata e feito dele o coração da festa. Conseguimos mesmo que as pessoas se soltassem com o vinho. Por isso acho que a lata simboliza toda uma nova geração. Especialmente para os millenials. Não querem ir para um jantarzinho. Não querem falar de  um Barolo encorpado, sabes, toda essa merda. Querem embebedar-se, foda-se. A lata tornou isso aceitável. E é disso que mais me orgulho. 

 

As tuas bebidas estão disponíveis em todo o lado? 

 Sim, estamos no Walmart, Target, supermercados em todo o lado, podem encontra-lo absolutamente em qualquer lugar. Se não quiseres sair de casa e quiseres que te entreguem diretamente no chuveiro ou assim, vai ao nosso website swishbev.com e entregamos-te diretamente na tua cama. Se não quiseres interagir com outros seres humanos, entregamos diretamente a ti. Estamos quase a internacionalizar-nos , querem todos beberFomos  parcialmente adquiridos  pelo grupo Anheuser-Busch, portanto vão-nos levar ao mercado internacional. Estaremos no Reino Unido, Irlanda… 

 

O que significa para ti ser um Divo? 

 Gosto muito disso… um diva masculino. Quero chegar a esse nível da Mariah Carey, sabes, para um homem. Vais para o teu quarto de hotel e fazes exigências mirabolantes. Tem de haver uma canoa cheia de guacamole, e depois quando chegas lá perguntas, “foda-se, quem foi que pôs esta canoa cheia de guacamole aqui dentro” e despedes alguém … Para se ser uma diva, tens de inspirar milhões de pessoas, e depois podes virar também um pesadelo. Podes começar a ser verdadeiramente extravagante. Espero conseguir chegar a esse nível onde posso começar a ser verdadeiramente ridículo. Tens que subir de nível, tens que chegar lá. 

 

Algum conselho para as pessoas serem verdadeiras a si próprias? 

Tens que ter uma preocupação com as pessoas, ter compaixão, mas também tens que mandar foder o que as pessoas pensam de ti. Tens que deixar-te ir, foda-se. Vive a tua verdade. No final das contas, és um esqueleto coberto de carne em cima de um calhau – a Terra- ás voltas no espaço. Nada importa. Estás muito bem. Manda foder tudo. 

  

 

  

 

 

 

  

 

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