Man Crush Monday: Regé-Jean Page

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Regé-Jean Page é um actor e cantor britânico, de 31 anos, mais conhecido por interpretar o Duque Simon Basset em Bridgerton, e está entre os mais votados para dar vida ao novo agente 007. Filho de uma enfermeira zimbabuana e de um pastor inglês, nasceu em Londres, embora tenha passado a sua infância no país natal da mãe, o Zimbabwe.

Aos 14 anos, voltou à capital britânica e começou a se interessar por actuação. Curso que viria a fazer no Drama Centre London. Após se formar em 2013, Regé-Jean iniciou a carreira de actor no teatro, onde teve actuações elogiadas pela crítica especializada em peças como “The History Boys” e “The Merchant Of Venice”, na qual actuou como Jonathan Pryce. Não demorou muito tempo para o jovem ganhar espaço em frente às câmeras.

O facto de ter crescido em culturas tão divergentes, teve um grande impacto no seu modo de ser e de estar na vida, isso inclui a sua perspectiva de lar. O actor acredita que “Lar é um conceito relativo”, disse em uma entrevista. “Casa é onde quer que o seu povo esteja e onde te enquadres”.

Por ter sido gerado por um casal biracial, e por ter crescido no Zimbabwe, Page sempre se sentiu como uma “declaração política ambulantes” confessou o actor durante uma entrevista ao Interview, “Só de andar por aí com meu rosto, era como se dissesse: Meus pais fizeram uma coisa bastante revolucionária que irrita alguns de vocês”, disse. Em entrevista ao The Guardian, Page acrescentou: “O Zimbabwe ainda era um país relativamente jovem quando eu morava lá, e a sua sociedade pós-apartheid foi recém-formada. Ser uma criança mestiça naquele ambiente significava que precisas pensar em criar a sua própria identidade e questionar por que pertences a esse mundo.”

Sem sombra de dúvidas que Regé-Jean Page é um homens de raízes, e enquanto a maioria dos actores precisam dominar vários sotaques como parte do seu trabalho, Page vê os sotaques como uma forma de linguagem e os usa em diferentes situações para além das telas, “Meu pai falava parecido com o inglês de um apresentador de notícias da década de 1920, e eu aprendi esse sotaque de poder no Zimbabwe pós-colonial. Então eu aprendi isso, e aprendi como copiá-lo, e aprendi como mudar, mas também a falar como os parentes da minha mãe na aldeia”, disse ele à Square Mile. “Sotaques não são sotaques, eles são a linguagem… é quase como um código. Porque essa é a chave de quem tu és: é como se expresse quem tu és. E como tu expressas quem tu és, é como tu falas”.

Seu primeiro papel de destaque na televisão foi como o professor Guy Braxton, na série Waterloo Road, da BBC, em 2015. Regé-Jean ainda interpretou Chicken George, em Raízes. Foi durante a gravação da minissérie da History Channel que o actor despertou a atenção de Betsy Beers, executiva da produtora Shondaland. Que não pensou duas vezes ao selecionar o actor para encarnar o Duque Simon Basset em Bridgerton, série original da Netflix, o que o tornou mundialmente conhecido. A produção tornou-se um sucesso de audiência, tendo sido assistida por mais de 80 milhões de pessoas.

Quando foi escalado para Bridgerton, Page leu imediatamente “O duque e eu”, o primeiro livro da série “Bridgerton”. E ele adorou. “É tão incrível virar as páginas, digerível e delicioso”, explicou ele em uma entrevista à Entertainment Weekly. “Eu acho que há muitas histórias boas para serem contadas neste mundo”, disse ainda sobre os potenciais futuros episódios da série ao OprahMag.com. “Há uma infinidade de personagens e cada um deles tem primos, tios e cachorros, e eu acho que as pessoas gostam de explorar todas essas profundezas e recantos e fendas”. Acrescentou.

Quando adolescente, Page e o seu irmão formaram uma banda punk. Page cantou, tocou bateria e pintou o cabelo de cores vivas como verde, azul e roxo, no verdadeiro estilo punk rock. “Quando era adolescente, a ideia de correr e gritar com as pessoas era muito atraente para mim”, disse ele ao The Fall. “Encontrei conforto na agressão, em romper paredes falsas e desafiar as normas”. “Quando me envolvi no punk, minha noção do que era uma carreira mudou, percebi que uma carreira nas artes consiste, na verdade, em ter as pessoas e a comunidade para apoiá-lo na criação de sua arte” finalizou.

Page tem falado frequentemente sobre o desejo, não apenas de aumentar a representação na tela, mas de destacar especificamente as histórias de alegria negra. “O que acontece frequentemente na cultura é que tu voltas no tempo e apenas os brancos ficam felizes”, disse ele à InStyle. “E sabe de uma coisa? Todos nós sabemos como sorrir desde o início dos tempos. Todos nós nos casamos desde o início dos tempos. Todos nós tivemos romance, glamour e esplendor. Representar isso é incrivelmente importante, porque o drama de época para pessoas que não são brancas não deve significar apenas traumas como destaque”. “É perfeitamente possível destacar a alegria dos negros”, acrescentou. “Definir a história no passado não significa que os negros não fazem nada além de sofrer. Nós sempre vivemos, rimos, amamos, nos casamos, dançamos e vivemos as expressões mais verdadeiras de nossas vidas por meio de restrições sociais, assim como todo mundo”

Por: Deolinda Guise
Fonte: https://glo.bo/3gXuNfk

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