Nankhova fala na atualidade da moda masculina

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Estilista e um dos CEO da marca MANZVAT, Nankhova fala da moda masculina na atualidade e das suas ambições enquanto fazedor de peças únicas, para que o nosso mercado esteja cada vez melhor.

As peças mais difíceis de criar são aquelas que as pessoas têm receio de usar. Na verdade, todas as peças dão uma certa dificuldade em criar, tanto faz para desfiles como para o dia-a-dia e para os artistas”, começou por referir Nankhova, afirmando ainda que o país está a crescer bastante nessa área e que agora já há mais aceitação das pessoas pelo simples facto de os homens usarem uma peça cor-de-rosa, ou roupas de muitas estampas, que anteriormente eram conotadas como sendo roupas para homossexuais. Afinal, o mais importante é as pessoas vestirem e sentirem-se confortáveis com as peças, independentemente da cor ou do estilo, e que elas usem mais roupas nacionais. 

A moda entrou na cultura em Angola. Ano após ano, o mundo da moda está cada vez mais competitivo e estamos a dar a fórmula aos angolanos para usarem mais o que é nosso. Entretanto, o desafio começa aí e torna-se mais competitivo quando as pessoas usam mais peças nacionais, porque dá vontade de inovar, e surgem sempre novos estilistas. O objetivo é competir no bom sentido para levar a moda para as pessoas,” acrescentou.

Criador de peças únicas, Nankhova realçou ainda as roupas masculinas que estão em alta no momento, nomeadamente: calças largas; t-shirts e camisas por dentro; calças cintura alta, sem serem necessariamente calças sociais, sem esquecer o tule, por exemplo.

A tendência, nesse momento, está mais voltada aos anos 70 e 80. Também é importante ter um estilo próprio para definir o nosso dia-a-dia.

Inspirado nas marcas Dior, Gucci e noutras brasileiras, bem como em professores de marcas internacionais e Iocais, Nankhova é fã da estilista angolana Nadir Tati, está no mundo da moda há oito anos e teve de fazer um curso de moda no Brasil. O também músico entrou para o mundo da moda por intermédio de um jovem que veio a Angola de férias e que queria trazer as suas próprias roupas, numa altura em que Nankhova tinha t-shirts para serem comercializadas.

O criador gostou da ideia e abandonou o curso de informática que estava a frequentar na altura, passando a estudar moda, inspirado, também, sobretudo, pela pouca concorrência no mercado na altura e para trazer aos angolanos roupas que têm que ver com a nossa raiz e com o nosso quotidiano.

A moda escolheu-me e eu abracei-a para fazer muito bem

concluiu o estilista angolano.

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