NO MUNDO DA ALTA MODA, MAIOR NEM SEMPRE É MELHOR

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“Diversidade” parece ser o tópico preferido da industria da moda nos tempos de hoje. Isto é, no que diz respeito ao contexto de raça e etnia. Apesar de um crescente nível de inclusão racial nas passarelles ser razão para optimismo, continua a estar presente um elefante na sala: a diversidade corporal. Não apenas para ela, mas especialmente para ele. À exceção de figuras como Ashley Graham, continua a ser limitado o número de modelos femininos designados “tamanho extra” que conseguiram levar as suas carreiras aos escalões mais elevados. No caso de pensarmos que “isso” seria razão suficiente para preocupação, é de notar que o número de celebridades de tamanho extra no lado masculino do espetro da moda é ainda pior: zero. Apesar de ter havido um empurrão por parte da IMG para promover modelos tamanho extra em ascenção ou modelos “musculados” tais como Zach Miko ou Nemar Parchment, as passarelles e campanhas de moda contam uma história diferente. Durante a Época de Moda Masculina anterior, apenas uma coleção de sapatos incluiu um modelo masculino de tamanho extra. A Semana da Moda ASOS de Londres foi o único show de moda que exibiu um modelo de tamanho extra, Trey Campbell. No entanto, isto não deveria surpreender. Levando em conta que os modelos devem usar o que está disponível, e o que está disponível, tipicamente não vem em tamanhos extra no domínio da alta moda.

 

De acordo com pesquisa pela IBIS World, companhia de informação de negócios global, a dimensão do mercado de moda para homens tamanho extra apenas apenas para os EUA, tem um valor de $1 bilião numa base anual. Pesquisa adicional feita pelo Instituto Nacional de Diabetes e Doença Digestiva Renal, mostra que nas últimas 3 décadas a percentagem de homens americanos com excesso de peso ou obesos subiu continuamente e utlrapassa os 70% e isto só ao nível dos estados.

 

Apesar disso, a oferta não parece satisfazer a procura, especialmente para marcas de luxo. Mesmo que algumas marcas de topo – incluindo Ralph Lauren que oferece a sua gama de artigos masculinos “Big & Tall”– incluam audiência de homens encorpados em termos de tamanho, a grande maioria das marcas parece relutante em seguir o exemplo. Isto pede pela pergunta: porquê? Talvez se reduza a uma linha de fundo financeira: oferecer tamanhos maiores significa maior quantidade de tecidos, o que equivale a custos de produção mais altos. Ou será simplesmente o “síndroma da menina má” que muitos acreditam afligir a indústria da moda, impondo limites no que toca a quem é permitido aceder ao grupo “fixe” em termos da imagem.

 

Qualquer que seja o motivo, “Isto não é para si” é a forma como muitos interpretariam a falta de tamanhos maiores. Enquanto que intervenientes mais comerciais como The GAP e ASOS têem novas campanhas mostrando produtos para homens mais inclusivos em tamanho, continuam a ser muito poucas as marcas de destaque que se dirigem a este segmento volumoso de consumidores. E isto apesar do facto de que uma proporção significativa de indivíduos com poder de compra que pode suportar ou destruir uma casa de moda, ter constituição física que não é compatível com a mercadoria disponível nas lojas. Magro pode ser moda, mas será que isso é até importante,  quando sabemos que o que fala é o dinheiro?

 

Por: Declan Eytan

 

(Imagem: Nesta imagem, temos um corpo que na maioria das vezes é excluído por grandes marcas) 

 

(Imagem: Na imagem, um corpo que na maioria das vezes é excluído por grandes marcas)

 

(Imagem: Na imagem, um corpo que na maioria das vezes é excluído por grandes marcas)

 

 

 

 

 

 

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