O Cineasta Angolano Baptista João, aborda em vídeo a luta contra o surto de racismo que se vive atualmente na Espanha

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Nascido em Luanda/Angola, começou o seu percurso profissional numa produtora especializada em documentários, desempenhando as funções de cameraman, assistente de direção, som e edição. Teve como formadores o Jornalista Angolano Nguxi dos Santos e a Francesa Ariel de Bigault ambos documentaristas.

Baptista reside atualmente em Madrid, Espanha, onde termina a sua formação em Audiovisual/Documentários, já realizou e dirigiu, entre 2017 e 2018, o documentário Kizomba Sem Fronteiras, que já foi exibido em mais de 20 cidades de quatro continentes (África, Europa, América e Ásia); 

Numa fase em que se vive um surto de racismo na Espanha, desencadeado por um partido político, o cineasta, realizador e guionista Angolano Baptista João, dirigiu o videoclipe da música “Cara Sucia”(Cara Suja em Português), que reúne distintos artistas e figuras públicas espanholas que apoiam o protesto para o fim da desigualdade racial naquele.

O jovem, que recentemente dirigiu um vídeo para a Sony, produzindo o videoclipe do Spider Man, da Marvel, explicou que se trata da música do rapper, com raízes guineenses, El Chojin, trabalho que resultou da colaboração da sua produtora, Kamba Filmes, com a Associação Limbo Produções, uma organização que luta a favor dos direitos de pessoas negras, em terras catalãs, como forma de reivindicar o índice elevado da aversão às pessoas imigrantes de África, que surgiram de certas ideologias, ultimamente, defendidas pelo partido político Vox.

“Nós reivindicamos, neste videoclipe, a integração de pessoas não brancas, neste caso, nós que somos negros, porque  atualmente aqui em Espanha está a se viver um surto de racismo muito elevado. Então, basicamente, nós nos levantamos e unimos forças contra este partido político, neste caso, e também contra aquilo que são os insultos que têm sofrido ultimamente os negros dentro de Espanha, os problemas de racismo e tudo isso. Entretanto, este vídeo veio para responder a isto e dar voz a quem não tem, que somos nós os artistas negros”, justificou Baptista. 

Concluiu o diretor dizendo: “Nós juntamos um todo, ou seja, um pouco de tudo. No vídeo clipe temos entre negros, latinos, brancos. Então juntamos modelos, atores, com diferentes perfis que representam a diversidade cá em Espanha, a diversidade de género, de cor, de raça e tudo isso. É um vídeo sobre racismo, tinha de ter estas componentes.

 

Por: Edvaldo Salvador

Fonte: https://bitlybr.com/6cpOJUV

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