Países que criminalizam relacionamentos gays têm os piores resultados em relação ao VIH

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O Vírus de Imunodeficiência Humana, ou simplesmente VIH, é um vírus que ataca o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo, deixando-o mais vulnerável e suscetível a qualquer doença. A falta de conhecimento sobre o seu estado serológico por parte dos gays nos países que criminalizam o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo tem sido a causa da propagação silenciosa do VIH.

Em muitos países, os gays não conseguem fazer o tratamento do VIH, que fortalece o sistema imunológico e deixa o vírus “indetectável” ao baixar a carga viral a fim de um portador não transmitir o vírus ao seu parceiro, porque nesses países o relacionamento entre gays é criminalizado.

Matthew Kavanagh da Georgetown University, conduziu uma pesquisa focada na retirada do sistema legislativo/ político com o objectivo de reduzir mundialmente o número de infecções por VIH. Observou-se que, países que primam pela protecção dos direitos humanos comparando-se aos países que ainda ignoram essa lei tendem a ter maior número de casos positivos de VIH. Pesquisas feitas indicam que países que criminalizam a prostituição, relação entre pessoas do mesmo sexo e o uso de drogas tendem a ter um número menor de pessoas não diagnosticadas pelo VIH em relação aos países que já legalizam estas acções.

Vários são os factores que determinam o nível de ocorrência de casos de VIH de um país para o outro. Com base nas políticas e leis governamentais aplicadas em alguns países, podem determinar ou indicar se o país está preparado para atender às pessoas susceptíveis ao vírus, e aquelas que já são portadoras do VIH têm os serviços necessários e disponíveis para o tratamento do vírus.

Os países que criminalizam o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo têm um nível baixo de pessoas que fazem o tratamento do VIH, pois as pessoas sentem-se oprimidas ao ponto de não irem aos hospitais, saber sobre o seu estado serológico com medo de serem encarceradas por estarem a cometer um crime aos olhos da lei daquela nação. Por isso a quantidade de pessoas que desconhecem o seu estado serológico é muito alta e consequentemente, por não estarem a fazer o tratamento, podem estar a contagiar um grande número de pessoas e a proliferar as infecções sexualmente transmissíveis, o que torna impossível ter um gráfico não alarmante de pessoas infectadas.

Fonte: https://bit.ly/3yniC1S

Por: Celso Cordeiro

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