Sobre arte e artivismo e onde traçar o limite

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PODERÁ A ARTE SER POLÍTICA APENAS PELA NOSSA INTENÇÃO, APESAR DE APENAS ALGUNS CHEGAREM A ENTENDER OU TERÁ DE SER CLARA COMO CRISTAL, RUIDOSA E DIRETA COMO UMA MENSAGEM? CONTINUARIA A SER ARTE OU PASSARIA O LIMITE CADA DIA MAIS DELGADO ENTRE ARTE E DESENHO GRÁFICO, ILUSTRAÇÃO OU “ARTE DE RUA”?

Sobre arte e artivismo e onde traçar o limite

 

Poderá a arte ser política apenas pela nossa intenção, apesar de apenas alguns chegarem a entender ou terá de ser clara como cristal, ruidosa e direta como uma mensagem? Continuaria a ser arte ou passaria o limite (cada dia mais delgado) entre arte e Desenho Gráfico, Illustração ou “arte de rua”?

 

Devemos tentar encontrar as respostas dissecando o conceito de arte ou explorando a ideia de activismo? Porque, numa perspetiva muito geral, a arte para além de procurar beleza ou impacto estético levanta questões, aponta nova luz para assuntos profundos ou emergentes, e portanto faz-nos pensar.

 

Pode optar não pensar, pode escolher a que profundidade quer ir, pode escolher discordar ou ofender-se, mas realmente não pode optar por “não pensar de todo”, ou pode?

 

No entanto, a noção de “fazer as pessoas pensar” não é suficiente para “traçar o limite” em torno do assunto. Fazê-lo pensar é muito diferente de instruí-lo do que pensar ou fazer, e normalmente é esse o objetivo final do activismo, uma forma “activa” de explorar a sua consciência e identidade política.

 

Mas será a critica social o mesmo que activismo ou é preciso agir e não apenas falar? Bem, depende de quem é e das suas convicções, quer seja ou não um artista. Para ser ativista nalguns países poderá ser necessário cobrir a cara e atirar pedras aos agentes políciais, e noutras geografias poderá ser considerado como activista simplesmente por dizer algo ou até apenas por dar a mão a alguém que ama.

 

Mas onde se junta a arte com o activismo? Será alguém coberto de sangue protestando contra vestuários de pele um actor? Será um mural político  arte ou desenho gráfico?

A resposta é não.

Executar um projeto “quase artístico” não chega, não há problema com isso, mas não é arte, tal como não existe nada que seja “anunci-arte”.

Não se pode transformar activismo em arte, mas no entanto pode fazer-se arte que de alguma maneira é uma forma de activismo.

 

Contudo, fazer arte com uma mensagem ou intenção política não a transforma em activismo “por si”, se não for atingido um certo nível de consciência social, se não causar um embate de ideias, se não ocorrer dentro de certo contexto político e histórico onde se torna significante, relevante e consequente.

 

Portanto, ou se é activista, ou artista ou ambos, tudo se resume a uma questão muito simples, seja o que fôr que se faz, é significante? É aí que traço o limite.

 

por GOD – The Creation Director

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