Sugestão de Cinema e Série: LUPIN

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Embora, como seres sociais, tendemos a adoptar uma conduta socialmente aceite, lá no fundo, ainda que bem fundo, boa parte de nós acha um certo charme em personagens do crime engenhosamente matreiras, sejam em livros ou em telinhas, daquelas que, acima de todas as expectativas, nunca são pegos pelas autoridades, como o caso da pantera cor-de-rosa ou o tão famoso Hobin hood, é isso que nos atrai.

Maurice Leblanc, no início do século XX, criou uma das melhores representações desta destreza, Arsène Lupin. conhecido como um ladrão sofisticado e esperto, engenhosamente habilidoso na arte dos disfarces, e por isso mesmo já teve várias adaptações.
A mais recente é Lupin, série da Netflix, criada por George Kay, que diferente de Leblanc, trouxe o personagem para a França do século XXI com um tom sarcástico e divertido.

A série é estrelada por Omar Sy que com a sua personalidade carismática e muito irreverente tornou o personagem um ícone. Em Lupin, Omar Sy é Assane Diop, um imigrante senegalês que, na adolescência, viu o seu pai ser incriminado pelo roubo de um colar valioso. Antes de ser mandado para a prisão, o velho motorista deixou um último presente para o filho: um romance de Arsène Lupin. Mais do que um refúgio, a obra torna-se uma inspiração para o jovem engendrar a sua vingança contra os patrões milionários que mancharam o nome do seu pai.

Embora não seja exactamente fiel à obra de Leblanc, a série é generosamente munida de referências de Arsène Lupin, inclusive Diop, não faz o mínimo esforço para esconder a sua admiração pelo personagem do livro. Como prova disso, os pseudônimos que usa ao longo da trama tanto quanto as situações da série, remetem a contos de Leblanc, e foi exatamente por isso, pelas semelhanças e supostas “coincidências” chamaram a atenção de um dos detetives que o procuram. Afinal, ele, tanto quanto Assane, também é aficionado pelos livros.

A dinâmica de gato e rato com a polícia, somada à dramaticidade dos esquemas, é atraente por si só.
Lupin, já a meio da segunda temporada, com um protagonista cativante, envolve-nos nessa dinâmica de gato e rato, um autêntico Robin Hood do século XXI, deixa qualquer amante de séries policiais preso à tela.

Por: Deolinda Guise

Fonte: Netflix

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