Sugestão de cinema e séries: A Vida é Bela!

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SINOPSE

Durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido (Roberto Benigni) e o seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem de usar a sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão a participar de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

 

O holocausto foi uma das maiores crueldades da humanidade, e deixou qualquer pessoa que tenha vivido nessa época horrorizada, mas não se pode comparar com quem viveu isso na pele. Judeus, negros, homossexuais e uma infinidade de grupos que não se encaixavam na “aceitável” ideologia de Adolph Hitler, foram perseguidos, maltratados, assassinados sem distinção de género ou idade. Já inúmeras vezes representado nas telas, consta da lista  das maiores representações os filmes “O Diário de Anne Frank” e “O Rapaz do Pijama listrado”. Num misto de humor sarcástico, Roberto Benigni, nas vestes de director e protagonista, mais uma vez, representa essa problemática no cinema. Benigni tornou o “A Vida é Bela”, sem sombras de dúvidas, num dos maiores filmes do século. 

Foi exactamente neste cenário de terror que se apresentou a trama, onde Guido precisa proteger o filho Giosué do trauma que podia desenvolver ao estar exposto a tanto sofrimento. 

 

A Vida é Bela!

Foi com essa frase tão otimista, e, ao mesmo tempo, controversa, que os roteiristas Roberto Benigni e Vincenzo Cerami decidiram intitular a produção da Melampo Cinematografica. E é o versátil Benigni, agregando os papéis de protagonista e director, que conduz com excelência essa comédia tipicamente italiana.

Itália foi o palco escolhido para essa grande proeza, não podia ser diferente, por ser um dos grandes palcos dessa história. Com belas paisagens e a cidade, foi prestada a devida homenagem ao país.

Vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora, isso em 1999, devido ao  alto nível de qualidade do som e da música. Dotado de um texto inteligente, rico, leve, e se manteve regular durante todo o filme. Igualmente merece menção o encadeamento de detalhes de uma cena com a sua subsequente. Isso só não passa despercebido pelo espectador atento.

Um dos pontos mais altos do filme é o encontro entre Guido e o Dr. Lessing, oficial nazista  conhecido seu, no campo de concentração. O prisioneiro esperava a qualquer custo conseguir ajuda para salvar o filho, e era o que todos aguardam ver, mas, quebrando a expectativa, o lunático Dr. Lessing apenas propõe a Guido uma charada. Qualquer um que tenha assistido ao filme sentiu-se desolado e um tanto quanto revoltado. 

 

Os personagens 

Roberto Benigni (Oscar 1999 de Melhor Actor) foi perfeito no papel de Guido, personagem esse marcado pela irreverência e humor, o que acaba por  amenizar a carga dramática da obra. Durante todo o filme, o personagem será visto com um sorriso no rosto, até mesmo quando percebe que a sua morte é inevitável. Tudo isso para preservar o pequeno Giosué dos horrores da 2ª Guerra e do Holocausto. É de salientar que o filme não tem a intenção de encenar a guerra, apenas contextualizá-la. Isso foi feito com toda a subtileza, ao deixando o filme não tão dramático. O mesmo é feito com relação ao ódio pelos judeus. Apesar de ser retratado, é apenas no meio do filme que se percebe que o protagonista é judeu. Não era a intenção de Guido que o filho soubesse desse preconceito, e é esse o olhar adoptado pelo filme.

Guido é um exemplo típico de que homens também amam e são apaixonados, há uma conexão muito forte entre Guido (Roberto Benigni) e Dora (Nicoletta Braschi), o romantismo entre os dois é com certeza um dos elementos do enredo muito bem representado. O amor do protagonista pela bela professora deu-se no primeiro momento. A partir daí o garçom faz de tudo para encantar e conquistar Dora. “Bom dia princesa” é a recorrente frase dita por Guido.

Não tinha como deixar de frisar o amor de Guido pelo filho, essa relação entre pai e filho é dos aspectos mais tocantes de “A Vida É Bela”. E é justamente isso que permanece com o pequeno órfão no final da guerra, e que torna a escolha do título tão poeticamente conveniente e verdadeiro.

“A Vida É Bela” é um filme que merece ser assistido e admirado, por todos os elementos que o tornam uma obra-prima impecável, um verdadeiro Oscar.

 

Por: Deolinda Guise

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