Timeless: Jean-Michel Basquiat

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Jean-Michel Basquiat, nascido aos 22 de Dezembro de 1960, em Nova Iorque. Foi um artista estadunidense, pintor, activista, musicólogo, produtor musical, compositor, desenhista, escultor, graffiti artista, fotógrafo e actor. É a figura Timeless da Divo desta semana.

Proveniente de ascendência Porto Riquenha por parte de mãe e Haitiana por parte de pai. Desde cedo mostrou uma aptidão incomum para a arte e foi influenciado pela mãe, Matilde, a desenhar, pintar e a participar de actividades relacionadas ao mundo artístico.

Mesmo na escola primária, a abordagem artística de Basquiat não estava em conformidade com os padrões aceites de talento. “Eu era um péssimo artista em criança. Demasiado expressionista abstrato, ou eu desenharia a cabeça de um carneiro, realmente confuso”, mais tarde relembrou. “Eu nunca ganhei concursos de pintura. Lembro-me de perder para um rapaz que tinha feito um Homem-Aranha perfeito”. Depois de abandonar a escola, tornou-se mais e mais ressentido em relação às normas artísticas e ao estabelecimento artístico, os quais ele via como uma inacessível e preconceituosa torre de marfim.

Basquiat nunca tinha recebido uma educação artística formal, mas ele estudou história da arte vorazmente desde tenra idade.

Cresceu em Park Slope, Brooklyn, a sua mãe regularmente levava-o ao enciclopédico Museu de Brooklyn, onde ele tornou-se “membro júnior” com seis anos. À medida que crescia, Basquiat não desfrutava de educação tradicional, pulando de escola em escola até finalmente desistir dos seus estudos no ensino secundário.

Em vez disso, preferiu autoeducar-se. “Eu nunca frequentei uma escola de arte, falhei as disciplinas de arte que tive na escola,” relembrou mais tarde o artista. “Eu só olhava para muitas coisas. E foi assim que aprendi sobre arte, olhando para elas.” Mais tarde, com o colega grafiteiro e músico Fred Braithwaite – que era mais conhecido pela alcunha Fab 5 Freddy – Basquiat formou o seu “clube de museu”. O par fazia semanalmente visitas a museus por toda a cidade. “Nós íamos até ao Museu Metropolitano e actuamos como se fôssemos estudantes de arte.” Braithwaite relembrou, numa entrevista a Jean-Michel Basquiat: 1981: O Estúdio da Rua. “Nós tiramos blocos de desenho e andávamos por aí a fazer esboços de coisas que pensávamos serem porreiras.” 

Basquiat, ganhou popularidade primeiro como um grafiteiro na cidade onde nasceu e só depois, foi considerado então como um neo-expressionista, e as suas pinturas ainda são influência para vários artistas e costumam atingir preços altos em leilões de arte. 

Em 1977, aos 17 anos, Basquiat e um amigo, Al Diaz, começaram a fazer garfite em prédios abandonados em Manhattan. A assinatura era sempre a mesma: “SAMO”. Isso gerou curiosidade nas pessoas, principalmente pelo conteúdo das mensagens grafitadas. 

Em dezembro de 1978, o veículo Village Voice publicou um artigo sobre as escrituras. O projeto “SAMO” acabou com o epitáfio “SAMO IS DEAD” (SAMO está morto) escrito nas paredes de construções do bairro nova-iorquino, SoHo. 

Junto com o seu anterior colega AI Diaz, ele levou este sentimento para as ruas, o primeiro trabalho de Basquiat revelado para o público, “a arte era maioritariamente mínima quando eu surgi e isso confundiu-me um bocado. Em 1978, Basquiat abandonou a escola e saiu de casa, apenas um ano antes de se formar. Mudou-se para a cidade e passou a viver com amigos, sobreviveu através da venda de camisetas e postais na rua. Um ano depois, em 1979, contudo, Basquiat ganhou um status de celebridade dentro da cena de arte de East Village em Manhattan por suas aparições regulares em um programa televisivo.

 No fim da década de 1970 em Nova York, Jean-Michel Basquiat aperfeiçoou o seu estilo de pintura característico de rabiscos obsessivos, símbolos e diagramas evasivos e imagens de máscara e caveira quando tinha 20 anos, Basquiat formou uma banda chamada Gray, com o então desconhecido músico e ator Vincent Gallo. Com o conjunto, tocaram em clubes como Max’s Kansas City, CBGB, Hurrahs e o Mudd Club. Basquiat e Gallo viriam a trabalhar em um filme chamado “Downtown 81” (também conhecido por “New York Beat Movie”). A trilha sonora deste tinha algumas gravações raras da Gray. A carreira cinematográfica de Basquiat também incluiu uma aparição no vídeo “Rapture” da banda Blondie.  

No decorrer do seu trajeto, Basquiat pensava que isso dividia um pouco as pessoas. Pensava que isso alienava muitas pessoas da arte”. Enquanto Basquiat começaria a focar-se mais na pintura em 1981, ano em que famosamente se moveu das ruas para o estúdio, ele continuaria a incorporar linguagem e imagens que puniam a sede por dinheiro, tendências míticas da arte comercial nos seus quadros. 

Basquiat não era fã de entrevistas e, nas raras ocasiões que se rendeu às mesmas, suas respostas foram breves e enigmáticas. Apesar disso, as palavras do artista revelam bastante sobre as suas inspirações e o seu processo consumidor. Oferecem uma janela à sua abordagem, mostrando a sua mescla de referências entre história de artes, ruas de Nova Iorque nos anos 80 e o tumulto da cultura pop com a sua herança caribenha e a sua identidade como jovem homem negro.  

O trabalho de Basquiat era também profundamente pensativo, os produtos das suas insaciáveis observações do mundo à sua volta. “Eu não penso sobre arte enquanto trabalho,” disse ele à escritora Isabelle Graw em 1986. “Eu tento pensar sobre a vida.” Enquanto o artista apenas sobreviveu até aos 27 anos de idade, morrendo em 1988 devido a uma overdose de drogas, deixou para trás um conjunto de obras que indelevelmente transformaram a pintura. Deu-nos igualmente uma série de entrevistas (contudo ofegantes) que oferecem vislumbres profundos sobre o seu desenvolvimento artístico e unidade. Abaixo, partilhamos algumas das frases mais inspiradoras do pintor. 

Não muito mais tarde, Warhol se tornou um campeão das primeiras pinturas de Basquiat, introduzindo o jovem artista e o seu trabalho na sua vasta rede de artistas influentes, escritores, curadores e galeristas. Eles desenvolveram ambos uma produtiva relação profissional e uma profunda amizade. “Eu nunca tinha visto Andy tão próximo de alguém, e eu nunca tinha visto Jean tão próximo de alguém, estes homens realmente amavam-se um ao outro,” relembrou o negociador e curador de arte Jeffrey Deitch. 

Basquiat foi capa da revista do The New York Times, em uma reportagem dedicada inteiramente a ele. Com o sucesso, foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais europeias. O artista morreu de uma overdose, ocasionada por um coquetel de drogas (uma combinação de cocaína e heroína conhecida popularmente como “speedball”) em seu estúdio, em 12 de agosto de 1988.  

Após sua morte, um filme intitulado seu nome foi lançado, que narrava a sua vida sendo dirigido por Julian Schnabel e com o actor Jeffrey Wright no papel de Basquiat. 

Por: Jones Marcos Canhoca 

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