Timeless: Kwame Nkrumah

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Kwame Nkrumah, (nascido em setembro de 1909, Nkroful, Costa do Ouro, agora Gana, faleceu aos 27 de Abril de 1972, em Bucareste, na Romênia. Líder nacionalista ganense que liderou a luta da Costa do Ouro para a independência da Grã-Bretanha e presidiu o seu surgimento como a nova nação de Gana. Nkrumah liderou o país desde a independência em 1957, até ser derrubado por um golpe em 1966. Baptizado como católico romano, Nkrumah passou nove anos na escola primária católica romana na vizinha Half Assini. Após se formar no Achimota College, em 1930, começou a  sua carreira como professor em escolas católicas romanas em Elmina e Axim  num seminário.

Cada vez mais atraído pela política, Nkrumah decidiu prosseguir os seus estudos nos Estados Unidos e entrou na Lincoln University, na Pensilvânia, em 1935, onde em 1939 obteve o título de mestre, tendo estudado literatura do socialismo, notadamente Karl Marx e Vladimir Lenin, e do nacionalismo, especialmente Marcus Garvey, o líder negro americano da década de 1920.

Eventualmente, Nkrumah passou a se descrever como um “cristão não denominacional e um socialista marxista”. Ele também mergulhou no trabalho político, reorganizando-se e tornando-se presidente da Organização de Estudantes Africanos dos Estados Unidos e Canadá. Saiu dos Estados Unidos em maio de 1945 e foi para a Inglaterra, onde organizou o 5.º Congresso Pan-Africano em Manchester.

Na crise que se seguiu, os serviços em todo o país foram interrompidos e Nkrumah foi novamente preso e condenado a um ano de prisão. Mas as primeiras eleições gerais da Costa do Ouro (8 de Fevereiro de 1951) demonstraram o apoio que o CPP já havia conquistado. Eleito para o Parlamento, Nkrumah foi libertado da prisão para se tornar o líder dos negócios do governo e, em 1952, primeiro-ministro da Costa do Ouro.  A tentativa de assassinato de Nkrumah em Kulugungu em Agosto de 1962 – a primeira de várias – levou a sua crescente reclusão da vida pública e ao crescimento de um culto à personalidade, bem como a um aumento maciço das forças de segurança interna do país.

No início de 1964, Gana foi oficialmente designado um estado de partido único, com Nkrumah como presidente vitalício da nação e do partido. Enquanto a administração do país passava cada vez mais para as mãos de funcionários do partido corruptos e egoístas, Nkrumah ocupava-se com a educação ideológica de uma nova geração de activistas políticos da África negra. Enquanto isso, a crise económica no Gana piorou e a escassez de alimentos e outros bens tornou-se crónica. No dia 24 de Fevereiro de 1966, enquanto Nkrumah visitava Pequim, o exército e a polícia no Gana tomaram o poder. Retornando à África Ocidental, Nkrumah encontrou asilo na Guiné, onde passou o resto de sua vida, e morreu de câncer em Bucareste em 1972.

 

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