Timeless: Manu Dibango

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Hoje na rubrica Timeless, trouxemos-lhe  uma figura  lendária da música  tradicional africana,  com um talento musical extraordinário e um amor incondicional pelo jazz. “Manu Dibango”.

Conhecido como a lenda do Saxofone, Emanuel N’Djoke Dibango nasceu na cidade portuária de Douala-Camarões a 12 de Dezembro de 1933. Pertencia a uma família protestante rigorosa, seu pai era funcionário público e sua mãe designer de moda e ocasionalmente também professora. Artisticamente conhecido como Manu Dibango, foi um músico saxofonista e compositor. Morreu aos 86 anos de idade num Hospital em  França, a 24 de março de 2020, vítima de coronavírus. A notícia  da sua morte foi revelada pelo seu agente, e foi uma das primeiras estrelas globais a morrer vítima de Covid-19.

Enviado à França  aos 15 anos pelo seu pai para dar continuidade aos seus estudos,  a sua paixão pela música falou mais alto, Manu começou a dar os seus primeiros passos musicais em bandolim e no piano. Descobriu o saxofone durante um acampamento de verão e interrompeu definitivamente os seus estudos em 1956, seu pai insatisfeito deixou de enviar dinheiro para pagar os seus estudos, foi assim que a estrela do Jazz partiu para Bruxelas, onde passou a tocar em cabarés, bailes e circos. 

Suas canções amplificaram a esperança dos novos Estados Africanos independentes e formaram a trilha sonora de uma era optimista. Esteve no epicentro  da rumba que formou base para a música popular africana moderna na década de 1950. 

Também conhecido como “Papy Groove”, em  palco Dibango unia com uma extraordinária mestria  e absoluta naturalidade a linguagem do jazz e do funk ás músicas de raízes africanas e ligava musicalmente Camarões á Cuba, dos Estados Unidos da América à África do Sul. Curiosamente Dibango tinha também o dom e o gosto extraordinário de dançar e fazer dançar o seu público com o som que extraía do seu saxofone.

A figura do afro-jazz tornou-se célebre internacionalmente com seu hit “Soul Makossa”  lançado em 1972  e  afirmou-se  incontornavelmente em 1973  com o álbum “Fricadelic”.  

Além de tocar saxofone, Dibango era um multi-instrumentista talentoso que tocava vibrafone  e piano, autor da “New Bell” canção  esta que fez parte da trilha sonora  do jogo  Grand Theft Auto IV-precisamente na rádio IF99. Em 1972 foi convidado para compor o hino do Campeonato Africano das Nações do Futebol, realizado em Camarões e gravou o seu hit “ Soul Makossa”. Muitos músicos e DJs  apaixonaram-se por esse ritmo, e o Saxofonista foi convidado a tocar no teatro Apollo, templo da música afro-americana no Harlem e fez várias turnês pela América do Sul. Sendo que  em 1982 a sua música “Soul Makossa” foi  incorporada por Michael Jackson em seu álbum Thriller” na música “Wanna be start something”  e na música de Rihanna “Don’t stop the music”.

Ao longo da sua carreira o gigante da música africana lançou 44 álbuns, além de várias gravações de rumba em que trabalhou, são uma verdadeira prova de seu compromisso com a arte. Vendeu seu primeiro álbum homônimo “Manu Dibango” em 1968, e “Freecadelic” seu segundo  álbum em 1973,  seguido por uma profusão de trabalhos como Saxy Party em 1969, o hit “Soul Makossa” e uma sequência  quase anual de novas músicas gravadas em discos ao longo de seis décadas. Em 2013 a lenda do saxofone assinou o seu último álbum” Balade en Saxo”. Onde gravou com músicos como Eliades Ochoa, Youssou N’dour, Peter Gabriel e Ladysmith Black Mambazo. E em 2010 Manu Dibango foi condecorado com o título de Cavaleiro da Legião de Honra pelo estado francês.

 

Escrito por: Siomara Dência

Fonte: BBC NEWS

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