TIMELESS : Nelson Mandela

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Nelson Rolihlahla Mandela foi o principal líder político da história da África do Sul e um dos grandes nomes mundiais da luta contra a opressão racial. Também conhecido como Madiba, ele lutou durante grande parte de sua vida contra o regime racista e segregacionista do apartheid na África do Sul. Em decorrência dessa luta, foi preso e mantido em cárcere por 27 anos.

Nascido em uma família da aristocracia nativa da África do Sul, em 1918, Mandela teve uma formação intelectual influenciada tanto pela herança cultural europeia quanto pela africana. A partir da década de 1940, passou a atuar no Congresso Nacional Africano (CNA), partido político sul-africano que lutava pelos direitos dos negros no país e contra a política segregacionista do apartheid.

A luta armada resultou em vários atentados a instalações públicas, como usinas hidrelétricas, mas também causou uma violenta reação das forças governamentais. Diversos militantes do CNA foram presos, dentre eles Nelson Mandela, que foi condenado no Julgamento de Rivonia à prisão perpétua, em 1964.

A África do Sul transformou-se em um Estado policial e o CNA atuava na clandestinidade. Mandela, na prisão, passou a registrar seus pensamentos em cadernos e calendários, apesar da rígida censura que vigorava nas penitenciárias pelas quais passou, dentre elas uma localizada nas Ilhas Robben. Durante o período em que Mandela esteve preso, a comunidade internacional por diversos momentos buscou aplicar sanções ao governo da África do Sul como medidas para acabar com o apartheid, seja no aspecto econômico, seja na proibição à participação em eventos esportivos, como a Copa do Mundo de Futebol ou os Jogos Olímpicos.

Os negros sul-africanos durante esse período também realizaram inúmeras ações contra o governo racista, apesar da repressão. O levante do Soweto, em 1976, iniciado por estudantes que se opunham ao ensino da língua africâner, levou a uma série de protestos contra o regime e mais ações repressivas.

A partir da década de 1980 as pressões internacionais tornaram-se mais intensas e o cenário econômico e político tornava-se cada vez pior. O Partido Nacional Africânder iniciou reformas no final da década, abolindo a proibição de casamentos inter-raciais e a obrigatoriedade de portar as credenciais de locomoção. Mas somente a partir da década de 1990 que as medidas levariam ao fim do apartheid, principalmente no governo de Frederik de Klerk. O CNA foi tirado da clandestinidade e Nelson Mandela saiu da prisão.

Veja também: Direitos Humanos – categoria de direitos que combate regimes como o apartheid

Governo na África do Sul e Nobel da Paz

Ao mesmo tempo, uma onda de violência, marcada principalmente por chacinas nos bairros negros, aumentou a dificuldade de se realizar uma transição menos conturbada. Foi nesse cenário que Nelson Mandela foi eleito presidente do país em 1994, após uma expressiva vitória nas urnas, o que o levou a governar a África do Sul até 1999. Em 1993, ganhou o Prêmio Nobel da Paz pela atuação política no processo de transição e de luta pelos direitos da maioria negra sul-africana.

Sua última aparição pública aconteceu no final da Copa do Mundo de Futebol, realizada na África do Sul, em 2010. Bastante debilitado pela idade avançada, foi diversas vezes internado, causando sempre grande apreensão da população sul-africana e internacional. Entretanto, em 05 de dezembro de 2013, em decorrência de uma infecção pulmonar, Nelson Mandela morreu em sua casa, na cidade de Johannesburgo.

 

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