Timeless: Wojciech Pszoniak

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Wojciech Pszoniak morreu aos 78 anos. “Era um dos maiores, um dos gigantes do cinema e da produção cinematográfica polaca do pós-Guerra”, escreveu o padre Andrzej Luter, que acompanhou o actor durante as suas últimas horas de vida, na mensagem publicada no “site” do jornal católico Wiez (Ligação/Vínculo, em tradução livre), citam agências internacionais de notícias.

Nascido na cidade de Lviv, na actual Ucrânia, em maio de 1942, Pszoniak iniciou cedo uma carreira nos palcos, tendo pertencido aos elencos do Teatro de Cracóvia, do Teatro Nacional de Varsóvia e do Teatro Powszechny, na capital polaca.

Estreou-se no cinema em 1971, depois de já ter passado pela televisão do seu país, na década de 1960. Foi porém o desempenho em “O Diabo”, de Andrzej Zulawski, em 1972, e o papel do jornalista em “Um Casamento”, de Wajda, no ano seguinte, que determinaram a sua permanência no cinema e o trabalho que viria a desenvolver, na Polónia, primeiro, e em França, depois, onde se fixou na década de 1980, durante o governo de Wojciech Jaruzelski, a não legalização do sindicato Solidariedade e a prisão do seu líder, Lech Walesa.

O papel do judeu perseguido Moryc Welt, em “Terra Prometida”, de Andrzej Wajda, marcou o reconhecimento internacional do actor, em 1975, e intensificou a sua colaboração com o realizador premiado de “O Homem de Ferro” e “O Homem de Mármore”, que se estendeu a filmes como “O Caso Danton”, em que foi Robespierre, quando já se encontrava em França, em 1983, e “Os Filhos do Doutor Korczak”, história do pedagogo que salvou crianças durante o Holocausto, feita no seu regresso à Polónia, após a queda do Muro de Berlim e do colapso do antigo Bloco de Leste.

Em França, trabalhou igualmente noThéâtre National de Chaillot, em Paris. A carreira de Pszoniak soma mais de cem filmes, como “Testamento de Um Poeta Judeu Assassinado”, de Frank Cassenti, “O Pacto do Silêncio”, de Graham Guit, “Amour Fou”, de Michel Rodde, e “O Tambor”, de Volker Schlöndorff. Trabalhou com actores como Gérard Depardieu, Michel Piccoli e Michel Aumont, e levou o teatro de Peter Handke a palco, entre outros autores.

Em 2008, recebeu a Ordem de Mérito do Governo Francês e, dez anos mais tarde, as insígnias de comendador das Artes e das Letras de França.

 

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